segunda-feira, 23 de julho de 2012

Capítulo 4-



Fico nervosa com o dito da senhora, ficara muito confusa, de pernas bambas, boquiaberta.
-M-Mas...
-Não precisas dizer nada. –dizia ela levando seu dedo à minha boca, calando-me. –Não sabem ainda? –balanço a cabeça negando. –Não se preocupe, então! –levantara sua mão aos céus e soltara um sorriso.
-Mas, como a senhora sabe disso? –sinto minha face queimar de nervoso. –Disseram, os insolentes serviçais de minha mãe? Foram eles não foram? Aposto que também disseram que eu nem sequer tinha meu aposento. Apenas um mísero quarto ao lado de um depósito. –meus olhos enchem-se de lágrimas. –Ela não presta, sabia? Foi ela quem disse, não foi? Ela fez de mim um rato de cativeiro! –as lágrimas descem. –Por favor! Não conte a ninguém sobre o que e quem eu sou! Eu lhe peço! Eu serei ignorada... Eu não quero isso! –tento limpar minhas lágrimas com minhas mãos, fico tonta e caio sobre minhas pernas.
-Acalme-se princesa! Não chore! –abaixa-se para perto de mim, fazendo com que seu vestido voe e pare ao sentar no chão perto de mim. –Eu nunca faria isso! E eu não consigo imaginar, uma mãe desnaturada fazer isso com uma filha! Por que, minha querida, ela faria isso com a senhorita? Seu pai mandava? –disse com uma voz de preocupada.
-Ela queria ter filho homem. –olho para seu rosto ainda chorando. –Ela nunca aceitou ter uma filha! –soluço. –E meu pai... Meu pai... Eu amo meu pai! Mas ele quase nunca estivera presente! Sempre viajando lugares a fora! Negócios!
-Ora não diga isso! Qual mãe não iria querer uma filha? Ainda mais como a senhorita, encantadora... –dizia tocando em meu queixo.
-Mulheres não reinam um país sozinha! –digo em tom alto. –Mulheres têm de se casar, e ele reinar! Ela queria um futuro REI!
-O que há?! –viria correndo, por estar ofegante, Jade. –Por que choras, Auria? –abaixou-se.
-Não estou chorando! –tento enxugar minhas lagrimas com meu vestido.
-Tome. –estende um lenço leve, branco, com bordados vermelhos. Era Beatriz, com sua mão estendida perto de meu rosto encharcado.
Pego o lenço e limpo meu rosto.
-O-obrigada! –abaixo a cabeça.
-Ela não está muito bem, querido! O que faremos com ela? –levanta-se a senhora.
-Perdoe-me senhora, mas eu estou bem! –levanto-me, tentando ser forte. –Mas qual o nome da alma caridosa?
-Ora, como és gentil, Majestade! –se reverencia. –Meu humilde nome é Samantha!
-Ora, senhorita Samantha! Muitíssimo obrigada! –curvo-me.
-Olha como ela é fofa, Jade!! –dizia sorridente para Jade.
-Perdoe-me o incômodo, mas, tenho de deixar de ser orgulhosa. E finalmente perguntar! –olho para os lados. –Onde fica minha sala?
Beatriz rira.
-Creio que esteja na mesma que eu. Mas eu terei aulas de jardinagem agora! –dizia Beatriz sorrindo.
-Oh! –dito em som de decepção.
-Mas, Auria! Ali dentro... –aponta para a entrada. –Há um velho senhor! Que é o diretor do internato! –minha face começa a ferver de vergonha.
-Ah, é? Um senhor? Sentado numa namoradeira? –digo envergonhada.
-Sim, geralmente dormindo. –disse Samantha com um belo sorriso.
-Oh! Nunca vi!! –meu rosto fica gelado.
-Estás branca, Auria! –disse Jade se aproximando e levando sua mão para meu rosto. Dou um paço para trás.
-Ora! E se... Pare Jade! Estou apenas com ... Calor! –mais um paço para trás.
-Desculpem-me, mas viram a Mily? –olho rapidamente para o lado esquerdo, um garoto de cabelos pretos e olhos escuros perguntara.
-Ora, Sir Castiel! Não a vimos! –disseram se curvando.
Fico boquiaberta com o ato ali feito por eles.
-Acabei de tentar salvar um animal de ser morto. Mas infelizmente não sucedera. –dito o garoto olhando para suas mãos, que agora que percebi, estavam sujas de sangue.
-Oh, Sir! –correra até lá, Samantha. –Temos de tratar disso já! –pegara em suas mãos sangrentas.
-Mas, senhora Samantha, não aconteceu nada. –dizia olhando para suas mãos. –Eu apenas o enterrei. Ele não me machucou. Ele caiu do alto, pulei até ele, mas não consegui chegar à tempo.
-Ora, sir! Tens de tomar cuidado com essas coisas! –dizia tentando limpar suas mãos com um pouco d’água da beira do rio.
-Quem é essa criatura? –aponta o dedo para meu rosto e olhando para Samantha.
-Esta é Auria! –dizia Jade, sério para o “Sir”.
-Qual é o seu posto, criatura? –apontara seus olhos a mim.
Fico nervosa com sua pergunta.
-Eu tenho de ir para dentro do internato! Tenho de achar minha sala! –viro-me para ir em direção ao internato.
O garoto corre até mim, segura em meu braço bruscamente, que faz com que eu vire rapidamente.
-Qual seu posto de nobreza? –dito com um sorriso de canto. –Aposto que não é mais alto que o meu! Com certeza não!
-Solte-me insolente! –puxo meu braço de volta. Massageio. –Do que te importa um posto nobre, garoto?
-Meu nome não é garoto! Para vocês nobres fracos, é Sir Castiel! –dito com uma gargalhada, constrangedora. O garoto, além de não ter tamanho, não tivera nem uma voz grave.
-Oh, perdão. –curvo-me a ele, volto com um sorriso de deboche.
-Aposto que VOCÊ, é como aquela pobre criatura, que nem os pais têm postos nobres, aliás, ela é adotada! Coitada! –dito em risos solos. –VOCÊ está aqui por obrigações especiais, ou também é uma pobretona igual aquela... Como é mesmo o nome dela? –apontara a mão com ar de dúvida para Beatriz.
-Hoshina.
-Hoshina! VOCÊ, deve ser pobre de espírito e bens igual a ela... –dito em gargalhadas solos.
Fico parada, olhando para a face, e cara de pau do garoto em falar com tanta confiança.
-Afinal, quem é você? –olho séria, a fim de uma resposta de um cargo alto, cabisbaixa e sorriso de canto.
-Eu sou parente de terceiro grau do REI! O que me faz, um descendente do trono REAL! O que me faz... –interrompido.
-Cale-se! Não se faça de maioral, quando não se tem nada! Não humilhe as pessoas, não faça delas piores que VOCÊ! Não podes dizer que uma pessoa é POBRE de ESPÍRITO! Quem é VOCÊ para dizer algo que não lhes consta! QUEM É VOCÊ, para levantar a voz, ou fazer com que todos o vangloriem ! VOCÊ, na verdade é um trapo que não sabe o que diz! E não merece ser descendente de meu sangue! –estava fervendo de raiva, meus pulsos levantados para em seu rosto que já estava vermelho de vergonha. Minha voz saíra firme e forte, alta e em bom som! Tomara que ele tenha aprendido a lição!
-Vo-Você... É... Uma Bientomz? –dizia o garoto boquiaberto, cambaleando.
-Prazer, sou Auria B.I . –curvo-me ao garoto.
-Perdão, Majestade! –dizia o garoto cabisbaixo.
-Você é uma Bientomz? –dizia boquiaberta, Beatriz.
-Sim! Mas por favor, não contem a ninguém! – ajoelho-me.
-Auria! Levante-se. Não faça isso! –estende sua mão até mim, Jade. –Não é preciso fazer isso, nós guardaremos segredo!
O garoto moreno, não parecia estar feliz com o dito. Mas sua face maligna tivera sumido, finalmente. Eu estava com muito receio de ter soltado essa bomba para o garoto. Mas já não aguentava o quão esnobe estava. Mesmo eu sendo um pouco arrogante, não deveria tratar pessoas “normais” como algo insignificante, mas como pessoas com quem temos que confiar. Primeiro de tudo, meu avô sempre me dizia:  Faça por onde, não digas ser, pois aqueles quem dizem não são, e aqueles quem não dizem geralmente são, os mais humildes! Então seja humilde, acima de tudo, minha pequena princesa! Sempre muito nobre, não por um cargo nobre, mas sim uma grande e suprema nobreza de espírito. Se algum dia eu, chegar a governar meu país, espelhar-me-ei em meu querido avô!
-Obrigada! Confio-lhes um grande segredo! –abrira um sorriso preocupado.
Dali, viro-me, e o garoto vem atrás de mim. Vindo perto da porta de entrada avistamos um garoto de pequeno porte, cabelos grisalhos, estava quase entrando.
-Oh! –vira-se o garoto. –Onde está o Luupi, Mily? –olha em volta de suas calças sujas de... Lama?
-Lysandre! Achei ele, o danadinho estava ali detrás do arbusto!  -vira uma garota de longos cabelos roxeados cabisbaixa.
-Vamos, não podemos deixa-lo ali dentro. –dizia o garoto grisalho enquanto a garota soltava... Um Coelho branco do colo. O Coelho saíra do colo da garota, correra para longe e parara e olhara para trás, e continuara a seguir para dentro dos arbustos.
-Oh! Se não é o Sir Castiel! –curvaram-se.
-Hey! –assustaram-se com o ato do garoto. –Não façam isso mais, de hoje em diante, não precisam mais fazer isso! Perdoem-me por ter feito este ato antes! –curvou-se.
-Ora. –disse a garota sem graça.
-Prazer, sou Auria! –curvo-me. –Perdoem-me o incômodo!
-Olhe Mily, a novata! –apontara para mim, o grisalho.
-Sou Lysandre Sabino! –curvou-se.
-Prazer, sou Mily Vascos! –curvou-se levantando um belo arranjo feito a mão, de flores.
-Ela é uma... –dizia Castiel quando chegara uma garota, ah... Se não era, era... A de antes, de cabelos longos brancos!
-Uma o quê Castiel? –dizia a grisalha. –A perdoe-me, senhorita Auria! Não me apresentei formalmente, sou Slyowa Nyan! Prazer em conhece-la! –curva-se amistosamente.

10 comentários:

  1. Auri o/
    Agora vim comenta, to sem preguiça XD
    Continua, continua quero ver o 5 *o*

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    1. Ount ! Obrigada por ler e comentar *o*
      *o* Logo logo! xD

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  2. aaaah, que Sir Castiel mais insuportável! :@
    Tô adorando a fanfic! *-*
    continuaaa!

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    1. Hahahahhahahhahahhaha néé! xDD
      Obrigada *o*

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  3. Coelhos? Coelhos? Essa aí pirou de vez. .-.
    Onee quero o capítulo 5 *-*

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    1. HAhahahhahhahahhahahha Coelhooos *o*
      Taa... Logoo \o *o*

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  4. Adorei a parte do Castiel HÁ. tooma u__u
    continua , quero ver o 5 logo :3

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    1. Muahahhahahhaha

      Obrigadaa *O*
      Logo...
      Obs: Estava sem net viu gente! Por isso não entrei e nem respondi \o

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