segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Espinhos do Amor - Epílogo


Capítulo 18 – Epílogo

          Quando se fala em contos de amor logo se pensa em um final feliz, mas isso não é um conto, é a minha vida, a realidade e a realidade nem sempre tem um final feliz…
          O amor é como uma rosa, uma das coisas mais belas da natureza, mas nem tudo da rosa é belo, como os espinhos por exemplo. Qualquer um que queira apreciar a beleza de uma rosa tem que estar pronto para passar pelos seus espinhos, sofrendo às vezes algumas “picadas”.
          O amor é igual nisso, se você quer amar tem que estar preparado para passar pelos seus “espinhos”.
          Hoje é dia 31 de dezembro e já fazem três meses que eu me separei da pessoa que eu amo. Eu não o vi mais depois que ele foi embora, nem falei, nem mesmo tive notícias dele.
          Hoje todos os meus amigos estão curtindo o último dia do ano e eu to aqui trancada nesse quarto escuro. Na verdade eu estou aqui por opção minha, eu não me sinto bem em sair de casa já faz um tempo.
          Eu só sei que esse ano vai ficar marcado pra sempre… Eu quebrei a cara namorando o cara mais popular do colégio, fiz grandes amizades, vi minha melhor amiga se apaixonar por algo que não é feito de chocolate, me apaixonei pelo meu melhor amigo e no fim de tudo fiquei sozinha de novo. Mas fazer o que, essa é a vida.

          – Mily, você tem certeza de que você não quer ir ver os fogos comigo e com o Alejandro? – disse a Auria entrando em meu quarto.
          – Tenho sim Auria. Vai lá e aproveite esse ultimo dia do ano por mim.

          (…)

          – Felipe, cadê você? Eu sinto tanto a sua falta, você não faz ideia, eu sei que eu prometi ser forte durante a sua ausência, mas eu não consigo, eu preciso de você aqui comigo. Aaaaaah! Eu te odeio por me fazer te amar tanto. – para e pensa – Cara, eu sou uma idiota. To discutindo com um ursinho de pelúcia. Bom, não tem ninguém vendo mesmo. Vamos dormir ursinho que essa noite vai ser longa.

          Eu dormi abraçada com o panda de pelúcia que o Felipe me deu, eu não desgrudo dele por nada, afinal foi a única lembrança que sobrou do meu amor. Depois de pouco tempo eu acordei com alguém me cutucando. Quando eu abri os olhos eu me deparei com aquele ursinho me encarando, eu me assustei então fechei os olhos contei até dez e abri novamente, mas dessa vez não era o ursinho que me encarava, era…

          – Felipe! – disse me levantando em um pulo.
          – Surpresa! – disse ele com o sorriso mais lindo do universo.
          – O que você está fazendo aqui? Você não estava na Inglaterra?
          – Sim, eu “estava” na Inglaterra, não estou mais. Eu precisava vir ver como estava a minha pequena, ver se ela não tinha se esquecido de mim.
         – É claro que eu não me esqueci de você, não pense no impossível. Mas e o seu avô? Você deixou ele sozinho? Quando você voltou?
         – Ei! Calma! Não precisa ficar desesperada. O meu avô tá bem, afinal foi ele que disse pra eu voltar. Ele dizia algo como: um verdadeiro amor não pode acabar por culpa de um velho como eu. Ele veio comigo. Nós chegamos há algumas horas. Isso responde as suas perguntas?
         – Responde sim. Felipe, eu não posso acreditar que seja você mesmo. Eu estou tão feliz em te ver.
         – Eu também. Eu te amo pequena.
         – Eu também te amo… Meu pandinha. rs

         Depois disso eu só me lembro de um beijo, um quarto escuro iluminado pelos fogos e um casal apaixonado. Era meia noite, estava acabando um ano inesquecível e um novo ano estava começando, um ano que promete milhares de novas aventuras.


Criação: Fevereiro de 2010
Terminada em: 23 de Dezembro de 2012

2 comentários:

  1. Amei Mily-chan *u*
    Parabéns pela fanfic.
    Beijos =3

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    1. Fico muito feliz que tenha gostado
      te espero na minha próxima fic o/

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