terça-feira, 10 de julho de 2012

A Família Real – Prólogo


           Era uma vez... Um conto de fadas quase perfeito, com suas madrastas, filhas mimadas, príncipes perfeitos, que tivera tudo para ter um: “Felizes para Sempre!” Se, e somente se, uma mini garota de cabelos longos louros, e olhos azuis tenebrosos, não tivera chegado. Com sua carruagem Rosa Chock, ou seria Rosa Pink? Rosa Purpurina? Com rosa de dar medo aos olhos de quem vê!
           Saíra do carro, trotando com raiva no olhar. Apenas se ouvira sua mãe dizer:
           – Querida! Pegue teu cachecol! Rosa!
           A garota olha para trás, como se nada estivera ali presente. Mas sim, houvera. Pobres criaturas que estudariam com esta garota tenebrosa! A garota continua a trotar e bufar até sua mãe. Acena com o braço para o chofer descer suas malas. Ele desce correndo da carruagem, um pulo até ela, satisfizera. Ela solta um sorriso no canto da boca. E repentinamente joga sua bolsa de mão ao chão com muita força, o que faz com que quebre um espelho pequenino. A mãe olha, naquele momento, com desprezo para filha.
           – Auria, você não devia ser assim com sua mãe! – dizia um homem de porte muito elegante, que saíra da carruagem, decepcionado.
           – Ela sempre faz isso comigo! – dizia indo em direção aos braços do homem. - Essa garota é uma peste!
           – Não diga isso! – disse ele segurando os braços da mulher com toda delicadeza do mundo. – Ela é a minha princesa! – abaixou-se e abriu seus braços a rumo de um abraço caloroso em sua filha.
           A garota pega sua bolsa do chão, olha nos olhos de seu pai e corre até ele para um grande abraço. Dera um beijo em sua cabeça, passou a mão em seu rosto que estava gelado e macio. Levantou, pegou em sua mão minúscula e a levou até o portão de Sweet Amoris. Sua nova escola, sua nova casa. O internato para nobres.
           Pessoas como a garota, Auria, não podiam ficar entre pessoas “comuns”. Geralmente quando Auria entrava em uma creche, as professoras a tratavam como tal. Ninguém podia tocá-la, comer perto dela, olhá-la de longe, encará-la, respirar perto dela, não tivera amigos na época de creche. Não tivera amigos na época de jardim. E seus pais procuravam estar aptos à uma outra escolha. Então foram até Sweet Amoris! Onde encontraram apoio, com vários outros nobres. Finalmente sua filha teria paz? Sossego? Amor? Segurança? Amigos? Sim, Auria ficou muito agressiva com a parte de ficar solitária nas escolas, não encontrara nenhum amigo, nenhum. Apenas ficava de olho nos coleguinhas de turma, mas nenhum piu. Auria era como uma peste negra dentro da sala de aula, ninguém chegava perto, não só pelo caso de professores proibirem, mas com o fato de ela não deixar, ninguém além de seu pai, tocá-la. Nem mesmo a mãe. Somente o pai, ninguém mais.
           – Papai! – a garota parecia estar lamentando deixar seu pai, abraçou-o em suas pernas, donde era que alcançava. – Não me deixe aqui neste lugar! – começou a chorar.
           – Querida! – abaixa-se, tirando-a de suas pernas abraçadas. – Eu volto assim que eu puder! – passa um dedo leve e calmo em seu rosto encharcado de lágrimas de tristeza e solidão. – Não chore mais! –levantou e colocou sua luva vermelha de algodão. – Levante Auria! – segura a pequena mão novamente.
           A garota, com a outra enxuga suas lágrimas.
           – Mas papai! – faz birra e para no caminho ao portão.
           A mãe sai da carruagem e chega perto de sua pequena filha. A garota assustada se esconde de trás das pernas de seu pai, alto e de pernas grossas.
           – O que há querida? – pergunta abaixando-se e indo em direção à Auria.
           – Não quero ficar aqui neste lugar, mas não quero ficar com você! Sua bruxa! – mostra-se e cospe no rosto de sua mãe.
           A mãe assustou-se com o ato insano de sua filha, levantou a mão para batê-la:
           – Garota insolente!!! Como ousas? Leve-a daqui!!! Não quero mais ver esse traste! Nunca mais!
           O pai foi tentar acalmar sua mulher e sua filha ficou exposta. A garota percebeu que ele dera mais importância à mãe do que a ela.
           – Leve-a daqui! Rápido! – acena com a mão o pai, e um homem pega Auria nos braços e a leva para dentro dos portões.
           – Papai! Papai! Por favor! Eu não quis fazer isso por mal! Papai! – dizia a garota desesperada, gritando se distorcendo nos braços do suposto homem estranho. – Eu não quis... – a garota desistira, avistou que seu pai entrara na carruagem e já tivera saído dali. Ela apenas a deixa levar para onde esperava ser horripilante. – Não esqueça minhas malas, prego! – bufa a garota nos braços do homem.
           – Não se preocupe, Vossa majestade! Levaremos logo ao seu aposento. – dizia com um tom de voz confiável.
           O caminho parecia ser sem fim, Auria demonstrava-se ofegante, quanto o homem, sequer um pingo de suor. Mostrara ser forte e inabalável. Andaram mais dois quarteirões de flores, outrora outros dois de árvores, outrora mais dois de roseirais. Parecia ser um caminho eterno a um lugar magnífico, visto dali. Auria ficara impressionada com a paisagem, mesmo sendo ao avesso, (estava ainda sendo segurada, para não tentar fuga) estava achando magnífico tanta beleza e delicadeza com as plantas cuidadas ali. Vira tantos caminhos postos, por que estavam indo justamente sempre à esquerda?
           – Chegamos! – diz o homem, colocando-a delicadamente seus pés ao chão. – Entre no castelo, que mostrarão teu aposento. – ficou ali esperando ela fazer algum movimento em falso. Nada.
           – Nossa! – a garota dizia olhando para o alto, com tantas pinturas, aos lados com tantas esculturas, à frente, as escadarias imensas e belíssimas. – Onde é o meu aposento, senhor? – diz ela olhando fixamente nos olhos do homem.
           – Ele a levará até lá! – dizia apontando a outro homem de porte médio, com um smoking.
           – Pois não, senhorita? – estendendo-lhe a mão esquerda até ela. – Pode, por gentileza, me acompanhar?
           – Não pego na mão de estranhos! – disse Auria com os braços juntos e a face emburrada.
           – Pois não. Siga-me. – dizia sorrindo.
           Andaram, subiam, subiam, andavam, e mais e mais, o lugar era muito grande. E finalmente um corredor.
           – Senhorita, está no fim do corredor. – dizia apontando até o fim, e prosseguindo com a “caminhada”.
           – Este lugar não tem fim? – perguntara Auria, ofegante.
           Quanto ao homem, nenhuma gota de suor. Pareciam ser homens de pedra, por aqui.
           – Chegamos! – dizia abrindo a porta de um quarto lindo e enorme. Completamente decorado de cor gelo as paredes, cortinas bege, cama de casal cor de rosa claro, travesseiros e almofadas cor salmão. Cadeiras e poltronas com estampas ao cinza e bege, tapetes acinzentados e verdes, um espelho enorme cobrira um pedaço da parede, uma penteadeira enorme branca de madeira, avistava uma porta branca de maçaneta de ferro velho, o homem abrira, um toalete enorme, com outro espelho cobrindo por completo a parede de frente que abrira a porta, guarda-roupas um de frente ao outro debatiam junto de duas poltronas que estavam no centro com a cor gelo, outra porta o homem abrira avistou-se apenas uma enorme banheira branca com pés de ouro maciço, fora mais adentro do local e outro espelho cobrira uma parte do banheiro, uma pia enorme com estampa verde clara, com um balcão branco, virou-se e havia sim, um chuveiro.
           Auria ficou encantada com o lugar, era um paraíso, ou um hotel cinco estrelas? Não dizia uma palavra sequer, nenhum comentário, apenas boquiaberta. Seus olhos brilhavam como estrelas candentes. Ela, então, deitou-se na cama. Suspirava, *Estou no paraíso!* distorcia-se com tantas almofadas e travesseiros a postos, desaparecera por tão pequena, na multidão de travesseiros.
           – Até logo senhorita! – falou enquanto segurava a maçaneta da porta para fechá-la. – Não se esqueça da aula!
           Auria não se importou com o que o homem engravatado dissera. Apenas estava abobalhada com o local. Auria não mais lembrara que hoje sofreu uma coisa terrível. Praticamente abandonada ali naquele local desconhecido. Mas ela não se importava suas lágrimas já estavam secas, e a cama a deixou com muito sono. Estava exausta. Adormeceu sem perceber.

14 comentários:

  1. Nyaah! Eu amei o Prólogo. Quero ler mais >.<
    Kissus.

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  2. Mim a gostei a fic
    Mim quer que continua a fic -q
    Amei! Muito bom! *D*'

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  3. HAHa *o*
    Obrigada muiér *o*
    Cheguei a três comentários#UhulquetantoXD#
    Agora irei postar o primeiro Capítulo de " A Família Real"
    *ooooo*

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  4. Amei ^^
    Continua logo se não eu morro de ansiosidade...
    Muito boa Auria-san ^^

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  5. Obrigada Thata-chan *o*
    *oo*
    huhuhu

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  6. Aurii ta muitoo boom a história, continuaa vaii HEHE‘ XD

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  7. Adorei o prólogo auria *-*
    ficou tão fofo e tão simples :3
    mal posso esperar o cáp.1
    me mantenha informada ;*

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  8. *--*
    Nossa... Incrível!!!! Muito bem escrito!!!! Pude imaginar cada centímetro do quarto!!!!
    Perfeito!
    E isso é só um prólogo.... Mal posso esperar pelos proximos capítulos.... *u*

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  9. *ooo*
    Obrigaada *o*
    Procurei colocar muitos detalhes *o*
    Capítulo um postado *o*

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