sexta-feira, 27 de julho de 2012

Espinhos do Amor - Capítulo 11



     “AI MEU DEUS! QUE TÉDIO!”

     – Eu não acredito que vou ficar o final de semana todo em casa, sem nada pra fazer! E ainda pra piorar a internet não quer pegar de jeito nenhum.

     “TURURU TURURU TUTURU!”

     – Ai que susto! Olha uma nova mensagem. *-*

                 “Mily, da pra parar de gritar como uma louca e vir aqui em baixo me atender que já faz horas que eu estou te chamando? Tanks!
                                                                                                    Auria >.<”

     – Prontinho senhorita Auria, ao que devo a honra da sua nobre visita?
     – Da pra parar de rir? Eu preciso falar com você sobre uma coisa muito séria. – é ela não está com uma expressão muito boa mesmo.
     – Auria, se for sobre a caixa de chocolates que eu comi ontem na sua casa, não adianta implorar, eu não vou pagar.
     – Não, não é sobre isso... Espera! Você comeu minha caixa de chocolate alpino? – nesse momento os olhos dela pareciam pequenas bolas de fogos prestes a explodir.
     – Ops, escapou. Sobre o que mesmo você queria conversar?
     – Não vem mudando de assunto não, você me deve uma caixa de chocolate alpino. Mas é verdade preciso falar com você, será que a gente pode dar uma volta?
     – Claro.
     – Bom, é que... Eu meio que queria saber... Como você sabe que está gostando de alguém?
     – Espera ai. Deixa eu ver se eu raciocinei direito. A Auria, a melhor amiga mais chata do mundo, está gostando de alguém? Agora sim eu acho que já vi de tudo. Hahahahaha.
     – Mily! Fica quieta! Eu não estou gostando de ninguém... Eu acho.
     – Ownt! Que belezinha a Auria fica toda vermelhinha quando ta tímida. A Auria ta apaixonada.
     – Cala a boca! Vamos logo ao shopping que você ta me devendo uma caixa de chocolates.
     – Ui, ela ta irritadinha. Mas eu não vou pagar, ninguém mandou você deixar ela jogada por ai.
     – Ela tava escondida no fundo do meu guarda-roupa, com um bilhete onde dizia: NÃO TOQUE! ESCORPIÃO REI! SEU VENENO É FATAL!
     – Eu disse, você tem que guardar melhor as suas coisas.
     – Mily, eu quero meus chocolates. – ela fez uma carinha de cachorrinho que não teve como resistir.
     – Ta bom, você ganhou, mas com uma condição: você vai ter que me dizer quem é.
     – Quem é o que?
     – Ué! Quem é que te deixou com essa cara de boba. Sua paixonite é claro.
     – Mily! Vamos logo.
     – Só depois que eu receber a minha resposta.
     – Só depois que eu estiver com os meus chocolates nas mãos.
     – Então o que você está esperando? Vamos logo.

     Depois de comprarmos o chocolate de Auria que, é claro que ela quis a maior caixa de chocolates da loja, nós estávamos nos divertindo muito, até que uma idiota fez o favor de esbarrar em mim e me derrubar.
     – Olha por onde anda idiota! – disse isso enquanto me levantava e limpava a minha roupa.
     – Olha a pose da garota, me chamar de idiota, vê se pode. Perdeu a noção do perigo é? – foi aí que percebi quem era.
     – Eduardo, tinha que ser. E se quer saber, eu não tenho medo de você.
     – Pois devia ter. É melhor ficar esperta, você e seus amiginhos. Vocês não perdem por esperar. – e depois disso ele saiu andando, rindo da situação.
     – O que será que aquele idiota quis dizer com isso Mily?
     – Eu não sei, mas também não to com a mínima vontade de saber. Como você disse, ele é só um idiota, agora esquece isso. Você já tem seus chocolates agora você me deve uma resposta.
     – Ta bom, é o Alejandro.
     – Mas... Quem é Alejandro?
     – Sabe o garoto novo, aquele que vive grudado com o Felipe?
     – Ah sim, não sabia que ele se chamava Alejandro.
     – O que tem o Alejandro? – disse uma voz atrás de mim, mas quando me virei vi que era apenas o Felipe.
     – A Auria está gostando dele (u.u) – disse mesmo (vingança).
     – É sério Auria? Porque não me disseram antes. Eu posso não ter certeza, mas acho que ele também gosta de você.
     – Então o que estamos esperando? Temos que juntar esses dois. – quando disse isso a Auria ficou me olhando como se quisesse me matar.
     – Mily, não!
     – Mily sim! Vamos Felipe, temos que colocar o plano “Cupido” em ação.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Shinigami School - Capitulo 6



          Estava sendo dificil absorver a informação de que Naomia, mãe de Kenji, era uma shinigami formada na Décima Escola Shinigami. Mas o que mais o incomodava era o fato de sua mãe lhe contar isso, afinal, não havia necessidade de esconder um segredo destes, já que o próprio estuda em uma escola shinigami.

          Kenji estava no quarto de Lili, sentado em um poltrona, na esperança que a irmã acordasse, já que dois dias haviam se passado e nada de Lili abrir os olhos.

          - Ah. - Gemeu Lili.
          - Nee-chan? - Kenji levantou-se.

          Lili finalmente abriu os olhos, e Kenji pareceu ver os olhos castanhos mais intensos do mundo, iguais aos de sua mãe. Por instantes, um alivio caiu sobre os ombros de Kenji que estava contente em ver a irmã acordada, a mesma sorria ao ver o irmão ali, mas logo procurou com os olhos a mãe.

          - Onde está a-
          - Ela teve que sair. - Cortou Kenji.
          - Hum, o que aconteceu? - Perguntou Lili sentando-se calmamente na cama.
          - Você, não se lembra?
          - Se eu estou perguntando é porque eu não lembro né Kenji. - Disse Lili cruzando os braços.

          Um veia soltou do pescoço de Kenji que se controlou para não responder a irmã. A face da mesma agora estava serena, os olhos estavam fixos em suas mãos que estavam em cima do lençol branco.

          - Lili. - Disse Kenji baixo.
          - Eu tive um pesadelo horrivel.
          - Como foi? - Perguntou Kenji indo em direção a Lili e sentando-se na cama.
          - Algo estranho me agarrou e quando eu vi, estava no alto, como se eu tivesse voando. - Disse Lili brincando com os dedos. - Foi algo completamente estr-

          - Lili, minha musume! - Um homem surgiu no quarto, gritando, assustando Kenji e Lili.
          - BAKA! - Gritou Kenji. - Não precisa aparecer desse jeito. - Kenji estava de pé, em frente ao homem.
          - Kenji... - Disse o homem em tom baixo. Estava surpreso em ver Kenji, crescido, com feições diferentes e absurdamente alto.
          - Tsc, esse foi o nome que você colocou em mim. - Disse Kenji de braços cruzados.

          Lili estava com uma sobrancelha erguida sem entender nada. Afinal Yokio, seu pai chegara de uma maneira totalmente sem noção.

          - Otousan?
          - Lili, meu amor! - O homem abraçou Lili quase esmagando o fraco corpo de menina.
          - Hey, ela ainda está machucada, preste atenção seu velho! - Kenji tentava tirar seu pai de cima de Lili que estava quase por desmaiar de tão esmagada que estava sendo.
          - Musume. - Disse o homem choroso.
          - Que escandaloso. - Disse Kenji com cara de poucos amigo.
          - Ha ha, Yoo otousan. - Disse Lili sorrindo e coçando a nuca.

          Os olhos do homem brilharam ao ver o sorriso da filha,  o sorriso que tanto amava ver, seu coração batia mais ainda ao  ver seus dois pulpilos, juntos, apesar de estar em um hospital e Lili ferida.

          - Está tudo bem querida? - Perguntou o homem preocupado, agora sentando descentemente na cama e segurando a mão da menina.
          - Sim otousan. - Respondeu Lili sorrindo.

          Kenji estava de pé, um pouco afastado dos dois. Novamente a lembraça de dois dias atrás veio em sua cabeça, sua mãe com a espada e ela ter dito que era shinigami. Talvez fosse melhor pedir explicações ao seu pai, ou talvez, fosse melhor uma conversa para outra hora, com ambos presentes nela.

          - Kenji. - Chamou Yokio.
          - Ãh? - Kenji olhou para seu pai.
          - COMO PODE DEIXAR SUA IRMÃ SOZINHA?! - Gritou Yukio, assustando Kenji.
          - Como eu pude saber que ela estava sendo atacada?! - Kenji devolveu a pergunta aos berros.
          - Ela é responsabilidade sua quando sua mãe não está em casa!
          - Mas eu estava voltando da escola e ela já havia chegado em casa!
          - Isso não interessa, devia estar cuidando dela!
          - Ela é a mais velha!
          - Mas você é o homem da casa!

          A discussão se seguiu por berros e mais berrou, mas logo foram cortador por Lili, que não aguentava mais ouvir a voz dos dois e a menina só queria um pouco de silência e descanso, já que sua cabeça doía.

          Lili pediu que seu pai e seu irmão se retirassem, assim ambos fizeram. Do lado de fora do quarto onde Lili estava, Kenji sentou-se em uma das cadeiras de espera, com a cabeça baixa, pensando quando aquele pequeno pesadelo ia acabar, detestava hospitais e mais ainda quando alguém que amava muito tivesse nele.

          - Vem, vou pagar um café para você. - Disse Yukio.
          - Não gosto de café. - Respondeu Kenji seco.
          - Tsc, pago um refrigerante então, afinal... - Yukio fez uma breve pausa. - Você quer respostas certo?!

          Kenji levantou a cabeça e olhou para seu pai que sorria. O mesmo estendia a mão,Kenji a segurou para que levanta-se.



          Na cantina do hospital, Kenji e Yukio estavam sentados, um de frente para o outro, Kenji bebia seu refrigerante e Yukio seu café.

          - Bem, vamos começar. - Disse Yukio pronto para responder as perguntas.
          - Hum... Desde quando você sabe disso? - Perguntou Kenji olhando para sua lata de refrigerante.
          - Seja mais expecifico, Kenji.
          - Sobre a mãe ser shinigami. - A voz de Kenji saia cansada. Realmente estava cansado de martelar sua cabeça com as mesmas perguntas e todas sem nenhum vestigio de respostas.
          - Bem. - Yukio riu. - Sua mãe é formada na Décima Escola Shinigami-
          - Eu sei, mas eu quero saber por que não me contaram? Poxa, eu sou um shinigami.
          - Salvar a alma de uma criança de um Raksasa não o faz shinigami Kenji.
          - Mas eu frequento a Terceira Escola Shinigami e-
          - Kenji, eu e a sua mãe guardamos esse segredo para não gerar problemas para você, já basta você ter problemas por ser meu filho, quem dirá se souberem que é filho de Naomi Matsuda.
          - E daí? Briguei com quase todos por causa disso, não seria nada mal quebrar a cara de outros.
          - Não é assim a vida de um shinigami Kenji. - Yukio largou a xicara de café na mesa. - Temos prioridades. As almas de shinigamis são deliciosas para Raksasa, você deveria saber disso.
          - Eu já sei disso. - Disse Kenji com desdem.
          - Enfim, eu e a sua mãe fizemos isso para protege-los, você e Lili.
          - Mas você viu no que deu toda essa proteção? Lili está em uma casa de hospital, ferida. - Kenji já alterava a sua voz, mas logo baixou ao ver sua mãe na porta da cantina.
          - Sua mãe? - Perguntou Yukio ao ver a expressão do filho.
          - Sim. - Disse ele sem interesse.

          Naomi atravessou as demais mesas e foi em direção a Kenji e Yukio. A mesma sentou-se ao lado do filho dando um beijo no topo de sua cabeça e fazendo cara feia para o ex marido.

          - Naomi, como está bela. - Disse Yokio sorrindo.
          - Pena que não posso dizer o mesmo.
          - Guardem a briga para depois, eu quero mais respostas. - Disse Kenji cortando os dois.
          - Respostas do que Kenji? - Perguntou Naomi segurando o braço de Kenji.
          - Chega, cansei dessa brincadeira. - Kenji soltou-se do braço de Naomi e saiu da cantina sem olhar para trás. Yukio e Naomi olharam preocupados para o filho que saiu sem rumo algum.

          Kenji pensou em voltar para o quarto de Lili, mas lembrara que a mais velha queria ficar sozinha, já que estava com dor de cabeça.

          - Mas que droga tudo isso. - Foi a unica coisa que saiu da boca de Kenji após sair do hospital.

          A noite já havia chegado e o céu era iluminado por pequenos pontos brilhantes, o barulho dos carros e do latido dos cachorros pareciam agradar o jovem menino que olhava atentamente para o céu, encarando a brilhante e gigantesca lua.

          - Maldito Raksasa!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Capítulo 4-



Fico nervosa com o dito da senhora, ficara muito confusa, de pernas bambas, boquiaberta.
-M-Mas...
-Não precisas dizer nada. –dizia ela levando seu dedo à minha boca, calando-me. –Não sabem ainda? –balanço a cabeça negando. –Não se preocupe, então! –levantara sua mão aos céus e soltara um sorriso.
-Mas, como a senhora sabe disso? –sinto minha face queimar de nervoso. –Disseram, os insolentes serviçais de minha mãe? Foram eles não foram? Aposto que também disseram que eu nem sequer tinha meu aposento. Apenas um mísero quarto ao lado de um depósito. –meus olhos enchem-se de lágrimas. –Ela não presta, sabia? Foi ela quem disse, não foi? Ela fez de mim um rato de cativeiro! –as lágrimas descem. –Por favor! Não conte a ninguém sobre o que e quem eu sou! Eu lhe peço! Eu serei ignorada... Eu não quero isso! –tento limpar minhas lágrimas com minhas mãos, fico tonta e caio sobre minhas pernas.
-Acalme-se princesa! Não chore! –abaixa-se para perto de mim, fazendo com que seu vestido voe e pare ao sentar no chão perto de mim. –Eu nunca faria isso! E eu não consigo imaginar, uma mãe desnaturada fazer isso com uma filha! Por que, minha querida, ela faria isso com a senhorita? Seu pai mandava? –disse com uma voz de preocupada.
-Ela queria ter filho homem. –olho para seu rosto ainda chorando. –Ela nunca aceitou ter uma filha! –soluço. –E meu pai... Meu pai... Eu amo meu pai! Mas ele quase nunca estivera presente! Sempre viajando lugares a fora! Negócios!
-Ora não diga isso! Qual mãe não iria querer uma filha? Ainda mais como a senhorita, encantadora... –dizia tocando em meu queixo.
-Mulheres não reinam um país sozinha! –digo em tom alto. –Mulheres têm de se casar, e ele reinar! Ela queria um futuro REI!
-O que há?! –viria correndo, por estar ofegante, Jade. –Por que choras, Auria? –abaixou-se.
-Não estou chorando! –tento enxugar minhas lagrimas com meu vestido.
-Tome. –estende um lenço leve, branco, com bordados vermelhos. Era Beatriz, com sua mão estendida perto de meu rosto encharcado.
Pego o lenço e limpo meu rosto.
-O-obrigada! –abaixo a cabeça.
-Ela não está muito bem, querido! O que faremos com ela? –levanta-se a senhora.
-Perdoe-me senhora, mas eu estou bem! –levanto-me, tentando ser forte. –Mas qual o nome da alma caridosa?
-Ora, como és gentil, Majestade! –se reverencia. –Meu humilde nome é Samantha!
-Ora, senhorita Samantha! Muitíssimo obrigada! –curvo-me.
-Olha como ela é fofa, Jade!! –dizia sorridente para Jade.
-Perdoe-me o incômodo, mas, tenho de deixar de ser orgulhosa. E finalmente perguntar! –olho para os lados. –Onde fica minha sala?
Beatriz rira.
-Creio que esteja na mesma que eu. Mas eu terei aulas de jardinagem agora! –dizia Beatriz sorrindo.
-Oh! –dito em som de decepção.
-Mas, Auria! Ali dentro... –aponta para a entrada. –Há um velho senhor! Que é o diretor do internato! –minha face começa a ferver de vergonha.
-Ah, é? Um senhor? Sentado numa namoradeira? –digo envergonhada.
-Sim, geralmente dormindo. –disse Samantha com um belo sorriso.
-Oh! Nunca vi!! –meu rosto fica gelado.
-Estás branca, Auria! –disse Jade se aproximando e levando sua mão para meu rosto. Dou um paço para trás.
-Ora! E se... Pare Jade! Estou apenas com ... Calor! –mais um paço para trás.
-Desculpem-me, mas viram a Mily? –olho rapidamente para o lado esquerdo, um garoto de cabelos pretos e olhos escuros perguntara.
-Ora, Sir Castiel! Não a vimos! –disseram se curvando.
Fico boquiaberta com o ato ali feito por eles.
-Acabei de tentar salvar um animal de ser morto. Mas infelizmente não sucedera. –dito o garoto olhando para suas mãos, que agora que percebi, estavam sujas de sangue.
-Oh, Sir! –correra até lá, Samantha. –Temos de tratar disso já! –pegara em suas mãos sangrentas.
-Mas, senhora Samantha, não aconteceu nada. –dizia olhando para suas mãos. –Eu apenas o enterrei. Ele não me machucou. Ele caiu do alto, pulei até ele, mas não consegui chegar à tempo.
-Ora, sir! Tens de tomar cuidado com essas coisas! –dizia tentando limpar suas mãos com um pouco d’água da beira do rio.
-Quem é essa criatura? –aponta o dedo para meu rosto e olhando para Samantha.
-Esta é Auria! –dizia Jade, sério para o “Sir”.
-Qual é o seu posto, criatura? –apontara seus olhos a mim.
Fico nervosa com sua pergunta.
-Eu tenho de ir para dentro do internato! Tenho de achar minha sala! –viro-me para ir em direção ao internato.
O garoto corre até mim, segura em meu braço bruscamente, que faz com que eu vire rapidamente.
-Qual seu posto de nobreza? –dito com um sorriso de canto. –Aposto que não é mais alto que o meu! Com certeza não!
-Solte-me insolente! –puxo meu braço de volta. Massageio. –Do que te importa um posto nobre, garoto?
-Meu nome não é garoto! Para vocês nobres fracos, é Sir Castiel! –dito com uma gargalhada, constrangedora. O garoto, além de não ter tamanho, não tivera nem uma voz grave.
-Oh, perdão. –curvo-me a ele, volto com um sorriso de deboche.
-Aposto que VOCÊ, é como aquela pobre criatura, que nem os pais têm postos nobres, aliás, ela é adotada! Coitada! –dito em risos solos. –VOCÊ está aqui por obrigações especiais, ou também é uma pobretona igual aquela... Como é mesmo o nome dela? –apontara a mão com ar de dúvida para Beatriz.
-Hoshina.
-Hoshina! VOCÊ, deve ser pobre de espírito e bens igual a ela... –dito em gargalhadas solos.
Fico parada, olhando para a face, e cara de pau do garoto em falar com tanta confiança.
-Afinal, quem é você? –olho séria, a fim de uma resposta de um cargo alto, cabisbaixa e sorriso de canto.
-Eu sou parente de terceiro grau do REI! O que me faz, um descendente do trono REAL! O que me faz... –interrompido.
-Cale-se! Não se faça de maioral, quando não se tem nada! Não humilhe as pessoas, não faça delas piores que VOCÊ! Não podes dizer que uma pessoa é POBRE de ESPÍRITO! Quem é VOCÊ para dizer algo que não lhes consta! QUEM É VOCÊ, para levantar a voz, ou fazer com que todos o vangloriem ! VOCÊ, na verdade é um trapo que não sabe o que diz! E não merece ser descendente de meu sangue! –estava fervendo de raiva, meus pulsos levantados para em seu rosto que já estava vermelho de vergonha. Minha voz saíra firme e forte, alta e em bom som! Tomara que ele tenha aprendido a lição!
-Vo-Você... É... Uma Bientomz? –dizia o garoto boquiaberto, cambaleando.
-Prazer, sou Auria B.I . –curvo-me ao garoto.
-Perdão, Majestade! –dizia o garoto cabisbaixo.
-Você é uma Bientomz? –dizia boquiaberta, Beatriz.
-Sim! Mas por favor, não contem a ninguém! – ajoelho-me.
-Auria! Levante-se. Não faça isso! –estende sua mão até mim, Jade. –Não é preciso fazer isso, nós guardaremos segredo!
O garoto moreno, não parecia estar feliz com o dito. Mas sua face maligna tivera sumido, finalmente. Eu estava com muito receio de ter soltado essa bomba para o garoto. Mas já não aguentava o quão esnobe estava. Mesmo eu sendo um pouco arrogante, não deveria tratar pessoas “normais” como algo insignificante, mas como pessoas com quem temos que confiar. Primeiro de tudo, meu avô sempre me dizia:  Faça por onde, não digas ser, pois aqueles quem dizem não são, e aqueles quem não dizem geralmente são, os mais humildes! Então seja humilde, acima de tudo, minha pequena princesa! Sempre muito nobre, não por um cargo nobre, mas sim uma grande e suprema nobreza de espírito. Se algum dia eu, chegar a governar meu país, espelhar-me-ei em meu querido avô!
-Obrigada! Confio-lhes um grande segredo! –abrira um sorriso preocupado.
Dali, viro-me, e o garoto vem atrás de mim. Vindo perto da porta de entrada avistamos um garoto de pequeno porte, cabelos grisalhos, estava quase entrando.
-Oh! –vira-se o garoto. –Onde está o Luupi, Mily? –olha em volta de suas calças sujas de... Lama?
-Lysandre! Achei ele, o danadinho estava ali detrás do arbusto!  -vira uma garota de longos cabelos roxeados cabisbaixa.
-Vamos, não podemos deixa-lo ali dentro. –dizia o garoto grisalho enquanto a garota soltava... Um Coelho branco do colo. O Coelho saíra do colo da garota, correra para longe e parara e olhara para trás, e continuara a seguir para dentro dos arbustos.
-Oh! Se não é o Sir Castiel! –curvaram-se.
-Hey! –assustaram-se com o ato do garoto. –Não façam isso mais, de hoje em diante, não precisam mais fazer isso! Perdoem-me por ter feito este ato antes! –curvou-se.
-Ora. –disse a garota sem graça.
-Prazer, sou Auria! –curvo-me. –Perdoem-me o incômodo!
-Olhe Mily, a novata! –apontara para mim, o grisalho.
-Sou Lysandre Sabino! –curvou-se.
-Prazer, sou Mily Vascos! –curvou-se levantando um belo arranjo feito a mão, de flores.
-Ela é uma... –dizia Castiel quando chegara uma garota, ah... Se não era, era... A de antes, de cabelos longos brancos!
-Uma o quê Castiel? –dizia a grisalha. –A perdoe-me, senhorita Auria! Não me apresentei formalmente, sou Slyowa Nyan! Prazer em conhece-la! –curva-se amistosamente.

domingo, 22 de julho de 2012

Shinigami School - Capitulo 5


Já era final de tarde e o jovem loiro andava calmamente pela rua indo em direção a sua casa. A ladeira a qual tinha que descer para chegar a sua residencia, mostrava uma bela paisagem, o sol estava por ir embora e o laranja banhava os prédios e o mar que parecia ser de cristal. O primeiro dia de aula fora cansativo, primeiro o testo de Ryru Sensei, depois a aula de defesa com  Mai Sensei, a ex assassina e atual professora da escola.

Mai Sensei fez parte da elite de assassino no mundo real, mesmo tendo o certificado de Shinigami, preferiu seguir no mundo real do que ir para o paralelo. 

Kenji estava exausto, seus passos eram lentos e sua cabeça parecia pesar mais que duas toneladas. Ao finalmente chegar na sua rua, dobrou a mesma e seus olhos viram algo nada agradavel.

Lili, sua irmã, estava nas patas de um Raksasa. Lili estava desacordada e o Raksasa a olhava, Kenji ficou estático por um momento, mas a todo pulmão gritou o nome da irmã que não se moveu. O Raksasa ouvi o grito do jovem loiro e então um berro assustador foi escutado. Kenji largou sua mochila no chão e foi em direção ao Raksasa que estava parado, em frente a sua casa quase distruida.

- O que pensa que está fazendo? - Perguntou Kenji sem nenhuma intenção.

O Raksasa ficou de frente para Kenji, que estava de punhos serrados.

- Solte a minha nee-chan! - Disse a todo pulmão.

Kenji não sabia como atacar um Raksasa com suas mãos nuas, sem alguma espada ou alguma outra coisa. Nenhuma ideia passava pela cabeça de Kenji, a imagem de sua irmã inconciente era a unica coisa que seus olhos viam e seu coração parecia sair pela boca.

- Lili! - Gritou Naomi, a mãe de ambos.

- Mãe?

- Kenji, o que está contecendo? - Perguntou Naomi com lágrimas nos olhos olhando para o filho que não respondia. 

Naomi havia ido as compras e deixou Lili sozinha em casa, caso Kenji chegasse antes dela, Lili prepararia o jantar. O tempo que durou no mercado, foi o tempo necessário para Lili ser pega por um Raksasa, que por alguma razão em especial, queria a alma da menina de algum jeito. 

- Solte a minha filha agora! - Disse Naomi com um tom de voz diferente da sua voz normal, que era meiga e doce.

Naomi serrou os olhos, ao ver a sua filha na mão daquele Raksasa como se fosse um pedaço qualquer de carne, ou melhor ,uma alma qualquer.

- Espado Tantsida! - Foram  as únicas palavras que sairam da boca de Naomi.

Uma luz violeta surgia nas costas de Naomi que mantinha seus olhos no Raksasa que apenas gritava. Naomi pegou a espada de fina lamina de suas costas e a sacou. Em questões de segundos, o Raksasa que estava na frente dos dois e segurando Lili, estava partido em dois. Antes que Lili pudesse bater contra o chão, Kenji correu para segurar a irmã que continuava desacordada.

Naomi, estava no chão, agachada, recuperando o folêgo. Sua espada desaparecia com a mesma luz violeta.

- Mãe. - Chamou Kenji  baixo.

Naomi se virou para Kenji e sorriu. 

- Vamos levar a sua onee para o hospital. - Disse ela calmamente.



Minutos depois, estavam no hospital, na sala de espera, anciosos para algum médico chegar e dar noticias de Lili. Kenji estava perplexo em ver sua mãe com toda aquela força, era difcil derrotar um Raksasa sem ter alguma mancha de sangue na roupa ou um simples machucado.

Kenji olhava pela visão periféria, Naomi estava de cabeça baixa, o olhar vago, sem expressão alguma no rosto.

- Senhora Matsuda? - Ouviu-se uma voz grossa.

Kenji e Naomi se levantaram e foram em direção a um homem de jaleco branco e cabelo penteado para trás. O mesmo carregava uma prancheta, com os dados de Lili. Naomi estava fazendo seu papel de mãe preocupada, já que o médico dera noticias não muito boas. Lili estava com fraturas no braço direito e no tornozelo esquerdo, tinha machucados pelo corpo e precisava ficar um tempo no hospital.

A cabeça de Kenji estava a mil, ao saber de Lili a mesma pareceu querer explodir.

- Bom, ela terá que ficar um tempo por aqui, creio que vocês deveriam buscar roupas para ela. - Disse o médico sorrindo gentilmente.

- Claro doutor. - Disse Naomi. - Vamos Kenji. 

- Sim!



A volta para a casa foi silenciosa, Kenji não trocou uma palavra com sua mãe desde que sairam do hospital. Naomi no fundo estava satisfeita com isso, já que teria que dar satisfações ao seu filho sobre o corrido.

- Okaa. - Disse Kenji.

- Sim.

- O que foi tudo aquilo? - Perguntou Kenji com certa dificuldade.

- Aquilo o que? - Naomi devolveu a pergunta.

- Aquilo... Aquela espada e o jeito estranho que você falou.

O carro parou, já haviam chegado em casa. Naomi desligou o veiculo e ficou em silencio, Kenji observava a mãe, calada e de cabeça baixa. Ela estava pensando em como contaria sua história ao filho, que por 15 anos guardou a sete chaves.

- Kenji... Eu...

- Você?

- Sou uma shinigami, igual ao seu pai.

Aquilo fora um baque para Kenji, sempre pensara que sua mãe era uma 
mulher normal, que não via fantasmas e que muito menos era uma shinigami com espada e tudo mais.

- O que? - Perguntou Kenji confuso.

- Sou uma shinigami, formada também, na Décima Escola de Shinigami. - Respondeu Naomi tentando sorrir. - Lá que conheci seu pai.

- Por que não me contou isso? - Kenji baixou a cabeça.

- Queria manter você e sua irmã seguros.

- Seguros? Aos 13 anos enfrentei meu primeiro Raksasa para salvar a alma de uma pirralha.

- Kenji...

- Tsc, deixa para lá. Vamos pegar as coisas para Lili e voltar para o hospital.

Kenji queria mais respostas, mas o momento não era o apropriado, sua irmã estava ferida, em um hospital por um Raksasa, monstro este que humano normal nenhum poderia ver, sua casa estava um caos e sua mãe, era uma shinigami.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Shinigami School - Capitulo 4




- Nya, Matsuda-kun!

- Ãh?

Um garotinha, pulou nas costas de Kenji abraçando seu pescoço. A pequena mordiscava o ombro do rapaz, que estava com uma face não muito agradavel.

- O que pensa estar fazendo Miu Miu? - Perguntou Kenji olhando para a garotinha sério.

- Nya, estava com saudades Matsuda-kun. - Respondeu ela, sorrindo e voltando a mordiscar o ombro de Kenji.

Miu Watanabe, mais conhecida por Miu Miu, uma das fantasmas que circulam pela escola. Uma criança de apenas 6 anos, assassinada por um dos professores da escola, seu espirito vaga pela mesma, por simplesmente não ter sua alma libertada. Seu assassino nunca foi encontrado, mas a desonfiança de inumeros professores que resolveram sair da escola depois do ocorrido, era grande.

- Miu Miu, pare de me morder. - Pediu Kenji, sentado em um banco, próximo a uma arvore de cerejeira.

- Nya, mas é tão legal. - Disse ela ainda mordiscando.

- Mas eu não gosto.

- Mas você não sente nada Matsuda-kun. - Disse ela manhosa.

- Sinto sim e as pessoas estão vendo isso...

Miu Miu parou de mordiscar Kenji e olhou para as pessoas que estavam paradas, vendo-a morder Kenji. Sua face pálida deu lugar a uma rosada. Miu Miu se escondeu atrás de Kenji, que apenas riu discretamente.

- Nya, Matsuda-kun. - Disse ela.

- O que você quer Miu Miu? - Perguntou Kenji abrindo os braços e os apoiando no  banco onde estava.

- Nada, só estava com saudade de você. - Disse ela sentada no encosto do banco.

Miu Miu sempre forá agarrada a Kenji. Aos 13 anos, Kenji salvou Miu Miu de um Raksasa, um devorador de almas perdidas, almas que não foram para o céu nem para o inferno. Miu Miu brincava com sua amiga, também fantasma, Azu Ikeda de esconde esconde. Quando ao ultrapasserem as parades que cercam a escola, por puro descuido, Miu Miu foi agarrada por um raksasa, Azu tentou ajudar a amiga, mas acabou sendo vencida e ficando inconciente. Kenji que ainda estava na escola, viu toda confusão e conseguiu salvar Miu Miu, derrotando o raksasa, a pequena já estava sem força e sua aureula já estava se apagando.



- Matsuda-kun! - Gritou uma voz fina e irritante.

- Mas o que? 

Azu estava em cima de Kenji, agarrando seu pescoço com força. Miu Miu olhava a cena de boca aberta, com o rosto vermelho e punhos fechados.

- Azu-chan, largue o Kenji agora! - Gritava Miu Miu.

- Kyaaaaaaa. - Dizia Azu ignorando Miu Miu.

- Azu-cha, me solta. - Disse Kenji empurrando a cabeça de Azu que segurava seu pescoço firmemente.

- Você ouviu? O Kenji quer que você o solte! - Disse Miu Miu puxando o cabelo de Azu.

- Para de me puxar Miu Miu. - Disse Azu com o rosto rosado.

- Então solte o Kenji-kun!

Azu soltou Kenji que ficou acariciando o pescoço que estava vermelho e com as marcas dos dedos de Azu. Miu Miu e Azu discutiam uma com a outra, sobre nenhuma nem outra encostar em Kenji quando uma não estivesse perto da outra.

- Arrasando o coração das pequenas, Kenji-kun? - Uma voz surgiu do lado direito de Kenji, era Alois Kimura, outro fantasma.

- Tsc, essas duas são umas loucas. - Disse Kenji irritado.

- As duas gostam de você. - Disse Alois gentilmente.

- Crianças... - Disse Kenji vendo as duas pequenas puxarem o cabelo uma da 
outra. - CHEGA DISSO! - Gritou Kenji fazendo as duas paparem e olha-lo.

- Matsuda-kun. - Disseram em unissono.

- Vocês nem deviam estar por aqui, vão encher o saco de outra pessoa ou brigar em outro lugar. - Kenji levantou-se e saiu dali, deixando duas crianças com olhos marejados.  Alois que ainda estava por ali apenas riu, enquando as duas meninas abriam o berreiro.

- MATSUDA-KUN! - Berraram juntas.

Espinhos do Amor - Capítulo 10

Depois da tempestade há sempre uma grande calmaria


     – Olhe para trás.
     – Você?
     – Sim... Eu sei que você esperava alguém diferente, mas eu não posso fazer nada.
     – Não é isso, eu só, não acredito. Era você? desde o começo... Sempre foi você?
     – Sim, eu mesmo, desde o começo, desculpa.
     – Você não tem nada que se desculpar. Eu só quero entender o porquê de você ter feito isso.
     – Eu conheci o Eduardo já faz um tempo, isso foi um pouco antes de mudar de escola, ele estava falando com os amigos sobre uma brincadeira que ele estava fazendo com uma garota, que no caso era você. No começo eu não liguei muito, mas quando eu te conheci eu percebi que você não merecia tudo aquilo, então fiz de tudo pra ficar amigo do Eduardo, para saber o que ele planejava e assim te avisar a tempo. Mas eu estraguei tudo quando tentei impedir que ele fizesse uma coisa que ele tinha planejado, por isso brigamos, mas entenda, que desde o começo eu só queria o seu bem. Me desculpa.
     – Como eu disse, você não tem nada que se desculpar, eu só tenho a te agradecer.

     Felipe e eu ficamos conversando por algumas horas, depois disso eu fui pra casa da Auria. Quando contei tudo o que tinha acontecido para a Auria, ela não consegui parar de rir e eu acabei rindo junto. E quer saber de uma coisa? Eu não me arrependo completamente disso, em partes isso até que foi bom, assim eu aprendo que a vida não é um conto de fadas, não é só porque você quer que algo aconteça que isso realmente vai acontecer.

     Algumas semanas se passaram e Felipe se tornou um grande amigo para mim e a Auria, algumas vezes penso que ele pode ser um espião do Eduardo tentando armar outro plano contra mim, mas depois desencano.
     Eduardo continua o mesmo, um grande idiota, ainda vejo ele pelos corredores do colégio, mas o ignoro e o trato com indiferença. Agora ele anda brincando com uma garota nova, mas ela disse saber quem ele realmente é e não se importa, diz que ele é quem vai sofrer dessa vez, vai entender.

     Hoje meu pai convidou a namorada dele pra jantar em casa. Nós andamos conversando sobre isso, mas ele parece gostar mesmo dessa mulher (Acho que todos merecem uma chance de ser feliz).

     Pode ser só coisa da minha cabeça, mas a Auria anda muito estranha essa dias, meio desligada das coisas... Com a cabeça nas nuvens... Será que ela...? Não pode ser, isso não.

Espinhos do Amor - Capítulo 9

Revelações


     – Quem é você?
     – Ninguém.
     – foi você quem me mandou os bilhetes?
     (...)
     – Responde! Foi você não foi?
     – Foi sim. Me desculpe, eu não deveria ter me intrometido na sua vida.
     – Eu tenho é que te agradecer você me ajudou a abrir os olhos.
     – Por causa da minha ‘ajuda’ você está chorando agora.
     – Eu não estou chorando por sua causa e sim por causa daquele... Como você sabe que eu estou chorando?
     – Eu percebi pela sua voz, além disso, eu estou te vendo.
     – Hahaha! Me vendo como se não tem ninguém por perto? A não ser que você seja um fantasma, o que eu duvido muito... Agora me diz, quem é você?
     Ele desliga.

     Fui correndo para a casa da Auria, queria contar pra ela sobre esse telefonema misterioso. Depois de algumas horas jogando conversa fora, decidi voltar para casa, afinal eu tinha muita coisa na cabeça que precisava organizar.
     Quando cheguei em casa vi que meu pai estava com uma amiga (novidade), esses dias eu nem ligo mais pra isso, desde que eu finja que eles não estão aqui. Subi para o meu quarto, me tranquei e coloquei uma música no volume máximo para tentar me concentrar só na música e não pensar em mais nada.
     – Eu não vou derramar mais nenhuma lágrima por causa daquele idiota, nunca mais, eu juro! Ele não as merece.

     – Mily! Abaixa o som desse rádio que você vai acabar ficando surda e vem jantar antes que a comida esfrie.  disse meu pai batendo na porta.
     – Já estou indo!

     Lavei as mãos e desci pra comer, mas quando eu chego lá quem eu encontro? Isso mesmo, a “amiguinha” do meu pai. Será que ele já se esqueceu do que aconteceu na ultima vez?
   
     – Mily, você não vai se sentar?
     – Quem é ela?
     – Essa é a Michelle, ela já esteve em casa algumas vezes, nós... Estamos namorando. – não, ele não disse isso. Mily acorda agora desse pesadelo! – Mily, você está bem?
     – Não pai, eu não estou bem! Como você pôde trazer essa mulher aqui em casa e apresentá-la como sua namorada? Como você faz isso comigo? Pior, como você pôde fazer isso com a mamãe?
     – Não fale da sua mãe assim, ela não tem nada a ver com isso.
     – Mas parece que tem. Você pensa que eu nunca percebi? Você nunca soube lidar com a morte dela, por isso começou a beber e a sair com a primeira vadia que aparece. Isso não vai trazê-la de volta. Ela nunca vai voltar. Nunca! – depois de falar isso sai batendo a porta atrás de mim.
     – Mily volta aqui agora mesmo!
     – Deixa ela Roby, ela só precisa se adaptar a essa situação, logo ela vai entender.  disse Michelle impedindo meu pai de sair correndo atrás de mim.
   
     Fui pra casa da Auria, afinal ela já estava acostumada comigo batendo na porta dela há essas horas.

     – A Auria não está em casa agora, mas eu aviso ela que você esteve aqui.  disse Juliana, mãe da Auria.
     – Obrigada tia Ju, fala pra ela me ligar. Tchau!

     “O que eu vou fazer agora? Não posso voltar pra casa enquanto aquela mulherzinha estiver lá.”

     Fui pra casa abandonada, não acredito em fantasmas e se realmente tiver fantasmas lá vai ser bem melhor do que voltar pra casa.

     Depois de alguns minutos recebi um SMS, vai ver a Auria já voltou pra casa. Mas quando fui ver não era ela.

                 “Ei pequena, já viu como o céu está lindo? Sabia que todas aquelas estrelas brilhando estão sorrindo para você esperando você sorrir de volta? Mas você está triste e vai acabar entristecendo as estrelas. Faz um favor pra mim? Sorria pra elas e você vai ver como elas vão brilhar com mais intensidade.”
                                                   Um amigo


                 “Eu posso até sorrir, mas com uma condição: você vai ter que me dizer quem você é.”
                                                      Mily


                 “Se isso valer um sorriso seu....”
                                                   Um amigo


     – Olhe pra trás.
     – Você?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Espinhos do Amor - Capítulo 8


Decepções


     Depois de pensar muito, decidi que não iria deixar uma grande amizade, como a que existe entre Auria e eu, acabasse por causa de uma bobagem. Fui até a casa dela decidida a acertar tudo.

     Enquanto a campainha tocava pensava em mil e um diálogos, mas sei que não conseguiria olhar pra Auria depois do que eu fiz, realmente foi uma traição tê-la trocado por minha antiga inimiga.

     – Mily? O que você está fazendo aqui?
     – Auria, eu preciso falar com você.
     – Pensei que a regra era não nos vermos mais.
     – Ta Auria, eu sei. Só me escuta ta bem? Eu não vim aqui pra brigar, mas sim pelo contrario. Eu sei que eu fui uma idiota te trocando pela Stella, mas eu to arrependida, eu vejo a falta que você me faz, eu só quero concertar as coisas entre nós.
     – Essa conversa não está meio melosa demais?
     – O que quer dizer?
     – Quer dizer que eu te perdoo sua boba. É o que dizem ‘amigos brigam, grandes amigos fazem as pazes’. E também você é uma das poucas amigas que me aguentam desse meu jeito. Mas se você fizer isso de novo eu não vou te perdoar assim tão fácil ouviu?

     Já que tínhamos voltado a ser amigas, Auria disse que não ia descansar até descobrir quem estava por trás dos bilhetes anônimos. Quando vínhamos até minha casa para mostrar à Auria os outros bilhetes que tinha encontrado, achei um envelope com um DVD e outro bilhete.

     “Mily,
          Desculpe estar sendo muito cruel com você.
            Esse é o último aviso.
              ‘Uma imagem vale mais que mil palavras’.
                                                            Um Amigo"

     Imediatamente subimos para ver o vídeo, mas depois de alguns segundos, já não aguentava mais.
   
     VIDEO ON:

     (uma câmera escondida entre os livros do armário de Eduardo)
     Eduardo: Não acredito que aquela idiota da Mily acha mesmo que eu gosto dela. Como ela pode ser tão estúpida?
     Stella: Pra você ver Dudu, tem gente que não se toca mesmo. A brincadeira ta sendo muito divertida, só não aguento ter que me passar por amiga daquela coisa e sem falar que tenho que me segurar ao máximo pra não voar no pescoço dela quando vejo ela te agarrando.  disse ela enquanto dava um selinho em Eduardo.
     Eduardo: Calma meu amor, você sabe que você é a única garota que faz minha cabeça, além disso, o nosso plano já está quase na parte final.
     Stella: Sim, eu não vejo a hora. Ela vai passar pela maior humilhação que uma pessoa já passou na vida. HAHAHAHA!

     VIDEO OFF.

     O vídeo era de uma câmera escondida no armário do Eduardo e dizia tudo o que eu precisava saber. Lá ele admitia que só queria brincar comigo, mas o pior foi saber que ele estava mantendo um relacionamento escondido com... Stella.
     Aquilo me arrasou, mas me serviu de lição para nunca mais dar ouvidos a idiotas. No mesmo instante fiz questão de ir terminar com aquele... Aquele imbecil.

     Quando voltei subi no telhado de uma casa abandonada que tinha no condomínio, aonde eu sempre ia com a Auria e era o único lugar que conseguia diminuir minhas dores.

     De repende meu celular começa a tocar (por favor, aquele idiota não), o número era desconhecido, eu não resisti e resolvi atender.

     – A... Alô. – minha voz saiu fraca entre as lágrimas.
     – Desculpe Mily, se eu soubesse que você ia ficar tão mal com o vídeo, eu não teria te mandado.
     – Quem é você?

Shinigami School - Capitulo 3




– Bom, as lutas que serão avalidas para a média final de vocês, seram em duplas. - Disse Ryru sentada na mesa. - Essa dupla será o seu inimigo, o qual, você deve derrotar. Eu irei escolher a dupla de acordo com seu nivel e suas ultimas notas.

– Ryru sensei, não entendi. - Disse um aluno.

– Ok, irei repetir e de uma maneira mais simplificada. Não vou colocar nenhum sádico contra um fraco, vou colocar um sádico com um sádico, um fraco com um fraco e-

– Um fraco com um fraco? Isso não faz sentindo. - Se manifestou Ryuu, se jogando na cadeira e colocando as mãos na cabeça.

– Claro que faz, derrotando um fraco, o outro fraco irá se sentir "alto", assim tendo motivação para lutar e claro, aumentar a sua nota.

– Tsc, isso é baka demais. - Disse Ryuu olhando para o nada.

– Se desse, eu cortava sua língua Ryuu-kun. - Disse Ryru sorrindo gentilmente.

Ryru continuou sua explicação sobre as lutas e falou mais coisas sobre como seria o ano letivo. Kenji apenas olhava pela janela, onde sua classe ficava, observando o vento balançar os finos galhos das enormes árvores que deixava algumas folhas cairem no chão. Como de costume, nada passava pela sua cabeça, a não ser a voz irritante de Ryuu e a luta que teria com ele. No fundo, Kenji torcia para que Ryuu fosse sua dupla nas lutas das médias finais, mas talvez isso causaria um caos na escola, já que ambos eram considerados shinigames nivel 18, apesar de terem apenas 15 anos.

– Kenji-kun. - Kenji ouviu alguém sussurar seu nome. Olhou para trás e se deparou com Natsumi.

– O que foi? - Disse ele voltando a olhar para frente.

– Nem nos falamos hoje, você está bem? - Perguntou Natsumi preocupada.

– Estou ótimo.

– Hum...

– O que você quer Natsumi? - Perguntou Kenji virando-se e encarando Natsumi que corou.

– Nada seu baka, só estou te fazendo uma pergunta, é muito?

– Tsc, sempre estranha. - Kenji voltou para frente e uma Natsumi de punhos fechados ficava vermelha de raiva.

– Odeio quando você me ignora. - Disse Natsumi controlando sua raiva.

– Odeio quando você enche meu saco. - Disse Kenji com desdem.


Após a explicação de Ryru, todos os alunos foram a uma sala enorme, cheia de materiais, como espadas, machados, martelos, foices e outros. Todos os alunos, da classe A23, na qual Kenji pertencia, estavam em três fileiras. Ryru andava de um lado para o outro explicando como seria o sorteio e como seriam as lutas, mas antes de tudo, ela ia fazer um teste, para ver como estavam os reflexos dos alunos, que foram trabalhados no ano anterior.

– Hayuga One. - Chamou Ryru. Hayuga se aproximou de Ryru e ficou parada na frente da mesma.

Ryru sorriu maliciosamente e começando a dar voltas em Hayuga, que estava timida por ser a primeira a ser chamada. Ryru parou em frente as caixas enormes onde estavam as armas e escolheu um machado. Em questão de segundos, Ryru foi para cima de Hayuga, que se desviou ficando a pela menos dois metros de distancia de Hayuga.

– Bom, muito bom. - Disse Ryru sorrindo. Antes que Hayuga pudesse voltar a sua posição normal, Ryru tocou o machado em direção a cabeça de Hayuga, que novamente desviou, fazendo o machado ficar preso no que parecia ser uma parede de concreto.

– Muito bom Hayuga-chan. - Disse Ryru ainda sorrindo.

– Arigato sensei.

– Pode voltar para seu lugar.
Hayuga apenas assentiu com a cabeça e voltou para seu lugar que era atrás de Ryuu, o mesmo fez um barulho com a boca e seu ego pareceu aumentar.

– Sora Abe, sua vez. - Chamou Ryru.

– Sim. - Disse Sora saindo de seu lugar e ficando no mesmo que Hayuga havia ficado.

Ryru trocou de arma, pegou um martelo, com pequenos dentes na superfice do mesmo. Sora sorriu fraco e então sentiu um vento no seu lado esquerdo. Ryru atacou seu ponto fraco, mas pela visão periferica
Sora conseguiu desviar e uma rachadura enorme se formou no chão após a batida de Ryru com o martelo.Sora ficou a quatro metros de distância de Ryru que sorriu gentilmente, mas em seguida atacando Sora pela segunda vez, a mesma conseguiu desviar o ataque mais uma vez, mas na terceira tentativa de Ryru, segurou o martelo impedindo a ação da sensei.

– Ótimo Sora-chan, muito bom mesmo. - Disse Ryru largando o martelo no chão.

– Arigato sensei. - Disse Sora abrindo um sorriso.

– Pode voltar. - Ordenou Ryru e assim feito.

Mais três alunos foram chamados e os mesmos desviaram todos os ataques de Ryru que ficou impressionada com a habilidade de todos. Buracos e rachaduras estavam sendo feitos no local onde se encontravam, todos feitos pelos infelizes ataques de Ryru.

– Kenji Matsuda! - Chamou Ryru, segurando uma espada de samurai. - Vamos ver o que você tem a mostrar.

Kenji deu um passo a frente, já que era o primeiro da terceira fileira. Kenji sorriu de canto e ficou encarando os olhos de Ryru que brilhavam, a mesma sorriu da mesma maneira que Kenji e em seguida o atacou. Kenji desviou dando uma leve inclinada no corpo para trás, depois desviou do segundo ataque, dando um salto, já o terceiro segurou o braço de Ryru e chutou sua barriga fazendo-a ser jogada contra a parede de concreto e uma teia de rachadura aparecer.

A mesma colocou a mão na barriga e ficou um tempo assim. Tomando folêgo, sem deixar a espada cair no chão.

– Adorável Kenji-kun. - Disse ela sorrindo.

– Hum, arigato sensei. - Disse ele colocando as mãos no bolso da calça do uniforme.

Ryru sorriu de uma maneira difrente e então o atacou pela quarta vez, Kenji conseguiu desviar, aparecendo atrás de Ryru, segurando seu pulso com força, fazendo-a largar a espada.

– O que achou sensei? - Perguntou Kenji sorrindo.

– Muito bom. - Disse Ryru. - Agora me solte.

Kenji soltou Ryru e segurou a espada que estava no chão, a mesma era leve, porém, sua lamina podia cortar seu pescoço tranquilamente. Ryru tomou a espada das mãos de Kenji e pediu que voltasse para seu lugar. Ryru chamou os demais alunos e assim seguiu o teste. Ryru testou Ryuu que obteve o mesmo sucesso que Kenji, Sora e Hayuga, alguns alunos acabaram sendo atacados, fazendo algumas gotas de sangue manchar seus uniformes e o chão.

Depois de todos serem testados, Ryru fez o sorteio das duplas que lutariam para a média final. As duplas sorteadas foram: Sora Abe e Ino Kikushi, Hayuga One e Ichiro Asuma, Izumi Ogawa e Ryuu Kojima, Kenji Matsuda e Shoji Yoto e outros 13 duplas.
Após dizer todas as duplas, Ryru ouvia reclamações, mas ignorou todas mandando todos calarem a boca, o que estava feito, ia ser feito.

– Terminamos nossa aula por aqui, podem ir para o intervalo.- Disse Ryru.

– Mas sensei... - Disse Izumi levantando a mão.

– Sim.

– Não ia nos dar aula?

Ryru soltou uma baixa risada.

– Vocês me cansaram demais no teste, vou deixar para a próxima aula. - Disse ela sorrindo. - Estão dispensados.

Espinhos do Amor - Capítulo 7


O Novo Vizinho



     Não aguento mais essas coisas de garoto. Hoje Eduardo brigou com o garoto novo só porque ele se rebelou e desistiu de fazer parte dos populares.
     "Até que enfim alguém que usa o cérebro."

     Quando cheguei ao condomínio onde moro, depois de ir ao mercado, o porteiro me pediu para entregar a correspondência do nº 12 já que era meu caminho mesmo e ele estava muito ocupado, ele me disse que eram novos moradores que tinham se mudado há umas semanas.
     Então aproveitei para conhecer meus novos vizinhos. Ao chegar à casa nº 12, fui atendida por um garoto com um saco de gelo na testa. Era Felipe o novato do colégio. Ele me convidou para entrar e começamos a conversar.

     – Pelo visto a briga foi feia. – eu disse enquanto entregava a correspondência.
     – Foi mesmo, mas eu não deixei barato, desculpa, mas o seu namoradinho teve o que merecia.
     – Bom... Eu não entendo porque vocês têm que resolver tudo brigando.
     – Eu também não gosto de brigas, mas você viu que não fui eu quem começou.
     – Sim, às vezes o Eduardo tem umas ideias idiotas.
     – Desculpa, mas ele é um completo idiota.
     – Por quê você diz isso?
     – Deixa quieto.
     – Tá, já vou indo, meu pai deve estar preocupado. Até logo.
     – Até!

     No dia seguinte Eduardo estava insuportável, ainda não tinha aceitado o fato de ter apanhado.
     Tentei falar com ele, mas ele foi muito grosso comigo, depois disso tivemos uma discussão, que me fez pensar se ele realmente me amava. Cada dia ele me tratava pior.
     Como as minhas amizades andam muito mal, recorri à única pessoa que nunca me abandona, minha prima Sandra, mesmo ela morando do outro lado da cidade ainda continuávamos grudadas, nem que fosse através de MSN.

     Conversa:

San... diz:
     Vc acha que está certo o que você fez?
Mily :( diz:
     O que eu fiz?
San... diz:
     Você deu as costas para sua melhor amiga por causa de alguém que você odiou a vida toda e agora você está pior do que já estava, não é?
Mily :( diz:
     É, mas agora é tarde...
San... diz:
     Não é tarde não, pelo menos ainda não
     Agora coloca um sorriso no rosto e vai falar com sua amiga
Mily :) diz:
     O sorriso já está aqui
     Mas ainda falta coragem para ir falar com a Auria
     Já volto
     A campainha tá tocando
San... diz:
     Ok
Mily :) diz:
     não era ninguém, apenas mais um bilhete...

     "Mily,
         Não sei o que ouve, mas te vi muito triste hoje nos corredores do colégio. Foi ele, não foi? Tenho certeza de que foi aquele idiota.
                                                           Um Amigo"


     Ta, agora eu fiquei curiosa, eu não sei quem é, mas parece que essa pessoa está me vigiando.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Shinigame School - Capitulo 2


– Toutosan, acorde. - A voz de Lili era sonolenta.
Kenji apenas virou seu rosto para o outro lado e abraçou mais o travesseiro, já que estava dormindo de bruço.
– Tousosan, você vai se atrasar. - Continuou Lili. O garoto permaneceu imóvel. - Kenji, acorde de uma vez, seu baka! - Gritou Lili fazendo Kenji se assustar e acordar em um pulo.
– O que pensa que está fazendo? - Perguntou Kenji sentado na cama, coçando a cabeça e olhando em volta do quarto. - Que horas são?
– Eu estou acordando você seu baka imprestável, mamãe saiu cedo para o trabalho e temos que nos virar com o café da manhã e são horas de você estar de pé. - Disse Lili com as mãos na cintura encarando o mais novo com cara de poucos amigos.
– Droga. - Disse Kenji baixando a cabeça.
– O que foi toutosan? - Perguntou Lili mudando sua expressão.
– Eu tenho aula. - Respondeu Kenji levantando-se preguiçosamente de sua cama e indo em direção ao banheiro.
– Aaah, seu baka. Vou preparar algo para comermos e se apronte rápido para não se atrasar. - Disse Lili andando pelo corredor e indo para a cozinha preparar algo para comerem.

– Que porcaria é essa? - Perguntou Kenji olhando para o que parecia ser uma panqueca, marrom.
– É o seu café da manhã, horas! - Respondeu Lili de uma maneira obvia. - E coma de uma vez. - Disse ela comendo uma de suas panquecas.
– Por que deveria comer isso? - Kenji apoio o cotovelo na mesa e logo o queixo na mão encarando Lili comer.
Lili fechou a cara e uma veia parecia pulsar em sua testa, a mesma respirou fundo e voltou a comer deixando seu irmão sem resposta.
– Onee-chan? - Insistiu Kenji.
– Eu vi essa receita na internet, então resolvi fazer isso para nós comermos. - Respondeu Lili comendo a sua panqueca sem olhar para Kenji.
– Isso está... - Kenji cutucou a panqueca do seu prato. - Uma porcaria.
– Kenji! Se não quer comer, não coma e morra de fome! - Berrou Lili.
A expressão de Kenji era de assustado, já que Lili sempre teve pávio curto e suas artes na cozinha nunca foram apreciadas por ninguém, até mesmo pelo Chibi, o cachorro que tinham como animal de estimação.
– Tsc, vou comprar algo na rua e ir comendo no caminho. - Kenji levantou-se da mesa e pegou sua mochila que estava no pé da escada. - Até logo Lili.
– BAKA! - Gritiou Lili fazendo Kenji rir.

Kenji fazia seu caminho de todos os dias, quando não estava de férias. Comprou um pacote de batatinhas em um mercado e foi para o ponto de ônibus, onde esperaria um em especial para leva-lo até a Terceira Escola Shinigami Hashimoto. Aquela manhã surgiu fresca, sem muito sol e poucas nuvens circulavam pelo céu azul claro. Kenji olhou para uma nuvem e ficou disperso pela sua forma indescritivel de cachorro com um monte de nada.
– Kenji-kun. - Kenji ouviu alguém lhe chamar. Seus olhos se depararam com uma baixinha, loira de grandes olhos azuis, era Sora Abe que corria em sua direção com uma pasta nas mãos.
– Ãh... Yoo Sora-chan. - Disse ele.
– Yoo Kenji-kun. - Disse Sora sorrindo. - Como está?
Kenji suspirou e olhou para alguma nuvem.
– Bem e você?
– Ótima. - Respondeu ela ainda sorrindo. - Preparado para o primeiro dia de aula? - Perguntou Sora empolgada e corada.
– Não...
– Ué, por que?
– Porque eu queria estar dormindo, veja, está um ótimo dia para isso.
Sora fez uma cara estranha e logo riu da resposta que tinha recebido, era uma resposta esperada de Kenji, que sempre teve fama de preguiçoso.
– Veja, nosso ônibus já está chegando. - Disse Sora avistando um ônibus vermelho se aproximando e em seguida parando.
Ambos subiram e sentaram em lugares diferentes, Kenji sentou em um banco, vazio, perto da janela, Sora sentou com duas de suas amigas Izumi Ogawa e Natsumi Meda. Kenji apenas ficou observando a paisagem, o ônibus fez pelo menos mais três paradas e uma barulheira começou no mesmo.Conversa para cá, conversa para lá, de como foram as férias e de como esperariam que fosse esse ano na escola. Kenji sempre ficava com a cabeça vazia, sem pensar em nada, evitava isso para não sentir dores de cabeça ao longe das tediosas aulas.
– Kenji-kun. - Disse uma voz atrás do garoto.
– Hum. - Kenji olhou para trás e se deparou com Hayuga Ono. - O que foi?
Hayuga sorriu, deixando suas bochechas corarem.
– Yoo Kenji-kun, como você está? - Perguntou ela apoiando-se no banco de Kenji.
– Levando a vida e você? - Perguntou sem interesse.
– Bem até. Espero que esse ano seja melhor que o ano passado. - Disse Hayuga.
– Acho que vai ser... Pelo menos deve ser para você não é? - Kenji lembrou-se do último acontecimento ocorrido com Hayuga, que perdeu a sutiã em um treino nas aulas da Ryru Sensei.
– Aaah, Kenji-kun, você tinha que lembrar disso? - Hayuga estava com a face vermelha e gritava dentro do ônibus.
– Foi um momento engraçado. - Disse Kenji rindo.
– Detesto você Kenji. - Disse Hayuga voltando a sentar no seu lugar.

Os alunos desciam de ônibus, assim como dos outros ônibus desciam mais e mais alunos. A Terceira Escola Shinigami Hashimoto era enorme, bem no meio do mato, onde não pudesse ser encontrada por ninguém. Guardas eram postos nas quatro entradas na escola e mais guardas nas torrer de vigilancia.
– Sora-chan! - Kenji ouviu ao longe.
– Hayuga-san! - Kenji ouviu a voz de Sora.
– Tsc, garotas. - Disse Kenji andando sem direção alguma.
– Kenji-kun!
Kenji virou para trás e um garoto de óculos estava andando em sua direção com uma mochila transversal. Era Ichiro Asuma, seu melhor amigo e inteligente. O mesmo sorria acenando para Kenji que apenas retribuiu acenando.
– Yoo Ichiro. - Disse Kenji vendo seu amigo.
– Nossa, pelo visto você não mudou nada. - Disse Ichiro rindo.
– É o primeiro dia de aula, dê um desconto. - Reclamou Kenji.
Ichiro apenas riu e passou o braço por cima do ombro do amigo que resmungou algo.
– Ande, o Ryuu está nos esperando. - Disse Ichiro.
Ambos estavam indo em direção a um grupo de garotos, sentandos em um banco, próximo a uma enorme árvore.
– Olha quem estamos vendo no primeiro dia de aula. - Disse Ryuu Kojima rindo.
– Cala a boca. - Disse Kenji parando a uma certa distância de Ryuu.
– Eu estou ótimo sim Kenji e você? - Perguntou Ryuu hipocríta.
– Tsc. - Foi a unica coisa que saiu da boca de Kenji.
Kenji e Ryuu nunca foram grandes amigos, apenas se aturavam por causa de Ichiro que era o melhor amigo de ambos. Ryuu desafiou Kenji em uma batalha, no ano anterior, antes mesmo das férias começaram, Kenji ignorou o conflito, mas foi pressionado psicológicamente por Ryuu e acabou aceitando. Kenji apenas observava Ryuu dos pés a cabeça, um ar de superioridade estamapava a cara de Ryuu, coisa que Kenji detestava.
– Não esqueci do nossa luta, Kenji-kun. - Disse Ryuu levantando.
– Eu também não. - Disse Kenji seco.
Ichiro apenas olhava a cena e sentia uma pequena farpa acender e incendiar aquele momento. Ichiro largou um risada para discontrair e afastou levemente Ryuu de Kenji.
– Bom, espero que fiquemos na mesma sala. - Disse Ichiro.
– Também espero. - Disse Ryuu rindo de canto.
– Para mim tanto faz. - Disse Kenji.
– Yoo meus alunos. - A voz de Ryru Sensei, despertou os instintos dos meninos qu estavam ali.
– Yoo sensei. - Disseram em unissono, exceto Kenji e Ryuu.
– Kenji-kun. - Ryru olhou para Kenji. - Ryuu-kun. - Ryru olhou para Ryuu. - Não estão brigando certo? - Perguntou cruzando os braços abaixo dos seios, fazendo levanta-los um pouco. Boa parte dos meninos ficaram corando.
– Não. - Responderam os dois.
– Assim espero, não quero nenhum problema esse ano por causa de suas brigas, está claro? - Advertiu Ryru apontando para os dois.
– Tá. - Disse Kenji.
– Claro sensei. - Respondeu Ryuu rindo.
– Ok, agora vão todos para sala, o sinal vai tocar. - Disse Ryru logo ouvindo o sinal.